O Salto dos Macacos é considerada uma das cachoeiras mais bonitas da região de Morretes, no litoral do Paraná. Localizada relativamente perto de Curitiba, ela encanta por seu tobogã natural, águas cristalinas e várias piscinas naturais, incluindo uma famosa borda infinita com vista privilegiada para as imponentes montanhas da Serra do Mar.

Logo abaixo está o Salto Redondo, igualmente bonito, porém menos visitado, principalmente por não possuir uma trilha bem demarcada, o que acaba afastando parte dos aventureiros.

Morretes: um destino que sempre nos chama de volta
Quem nos acompanha já sabe: somos apaixonados por Morretes. A apenas 80 km de Curitiba, essa cidade histórica é rica em cultura, gastronomia e, principalmente, em belezas naturais. Localizada em plena Serra do Mar, Morretes é um convite constante para quem ama trilhas, cachoeiras e natureza preservada.
O Salto dos Macacos e o Salto Redondo têm um significado especial para nós. Essa trilha ficará para sempre registrada em nossas memórias.
Relato da nossa experiência no Salto dos Macacos e Salto Redondo
Planejamos por muito tempo conhecer o Salto dos Macacos e o Salto Redondo, mas na primeira tentativa não deu certo. Fomos até a base do antigo IAP (atualmente Instituto Água e Terra – IAT), porém chegamos um pouco depois das 9 horas, horário máximo permitido para entrada na trilha.
Não desistimos. Em outro dia, decidimos chegar de madrugada, para aproveitar melhor as cachoeiras e o dia. Chegamos cedo à base do IAT, fizemos nosso cadastro e recebemos orientações importantes:
- Em caso de chuva, evitar atravessar o rio
- O retorno deve ocorrer impreterivelmente até às 15 horas
Início da trilha e travessia dos rios
Logo no início da trilha, é necessário atravessar o rio. Em alguns pontos, a água chega à altura do joelho. Fomos com calma, procurando pedras e locais mais altos, e conseguimos atravessar sem molhar o calçado.
Pouco depois, há uma segunda travessia. Dessa vez, desistimos de manter os pés secos e entramos na água. A correnteza é fraca e a travessia foi tranquila. Recomendamos não tirar o calçado, evitando escorregões ou machucados.
Ao longo do caminho, atravessamos diversos córregos, cercados pela Mata Atlântica exuberante, que torna a caminhada ainda mais especial. Em determinado momento, ouvimos o apito do trem descendo a serra — paramos para apreciar a vista e viver aquele instante único.

Chegada à cachoeira e primeiras impressões
Em um trecho da trilha, ela se torna mais íngreme, com algumas raízes, mas sem grandes dificuldades. Seguimos no ritmo “devagar e sempre”. A trilha é bem demarcada com faixas brancas ao longo de todo o percurso.
Próximo à cachoeira, encontramos uma bica de água escorrendo entre as rochas, onde abastecemos nossas garrafas. Apesar de chegarmos cedo, o local já estava bastante movimentado — foi, inclusive, o passeio com maior número de pessoas que encontramos em trilhas de cachoeira.
Ao chegar, fomos surpreendidos pela beleza do lugar. Ver tudo ao vivo e a cores é sempre muito mais impactante. As piscinas naturais convidam para o banho, embora a água seja bem gelada.
O tobogã natural e um encontro inesperado
Subimos até a base do Salto dos Macacos para contemplar e registrar o momento. Você pode conferir o vídeo completo abaixo:
Enquanto aproveitávamos o local, um rapaz avisou que havia visto uma cobra coral. Curiosos, fomos observar. Ela era pequena e estava na primeira piscina onde cai o tobogã natural. Logo seguiu em direção à mata.
Procuramos um local seco, estendemos nossa toalha de piquenique e ficamos contemplando a paisagem.
Piquenique com vista privilegiada
Preparamos nosso cafezinho, abrimos os sanduíches e lanchamos com uma das vistas mais bonitas que já tivemos. Depois de recarregar as energias, exploramos melhor o local e registramos mais imagens.

Encontramos aventureiros e aventureiras muito simpáticos, entramos na água gelada e seguimos para conhecer o Salto Redondo.
Descendo até o Salto Redondo
O Salto Redondo fica logo abaixo do Salto dos Macacos. Existe uma trilha lateral, mas como não a conhecíamos, optamos por retornar à trilha original e descer até um ponto onde havia (não sabemos se ainda permanece) uma faixa de contenção à direita.
A descida é curta, íngreme e sem demarcação, mas sem grandes dificuldades. Logo chegamos ao local: uma cachoeira linda, que faz jus ao nome.
Um momento que mudou nossas vidas 💍
Este foi um momento especial. Eu (Mari) fui convidada pelo Arthur a ficar de costas para a cachoeira enquanto ele levantava o drone para registrar algumas imagens. De repente, ao olhar para o lado, ele estava de joelhos com uma aliança, me pedindo em casamento.
Não poderia haver outra resposta além de SIM ❤️
Vocês podem ver esse momento especial clicando AQUI.
Agora entendem por que esse lugar é tão importante para nós — e por que ele foi o primeiro post do blog.

Trilha e cachoeiras: informações técnicas
A trilha até o Salto dos Macacos e o Salto Redondo está localizada no Parque Estadual do Marumbi e possui:
- 4,5 km de extensão
- Nível moderado de dificuldade
- Travessia de rios e córregos
- Tempo médio: 1h30 a 2h30
Características das cachoeiras:
- Salto dos Macacos:
- Duas quedas (30 m e 70 m)
- Tobogã natural que termina em piscina
- Salto Redondo:
- Queda de 40 m
- Aproximadamente 20 m de largura
- Piscina pequena, calma e muito bonita
Como chegar ao Salto dos Macacos e Salto Redondo
O acesso é feito pelo Parque Estadual do Marumbi. Saindo de Curitiba, existem duas opções:
- BR-116 + Serra da Graciosa (trajeto encantador)
- BR-277 até Morretes, seguindo para a comunidade Porto de Cima
No Google Maps, basta buscar por:
Salto dos Macacos – Porto de Cima – Morretes
Informações importantes antes de ir
- Horário permitido:
- Entrada até às 9h
- Retorno máximo até às 15h
- Estacionamento:
- Moto: R$ 10
- Carro: R$ 15
(Não há estacionamento gratuito no local)
Recomendações:
- Levar água e lanche
- Usar roupas confortáveis
- Protetor solar e repelente
- Muito cuidado na borda infinita — já ocorreram acidentes
- Registre suas aventuras com segurança
✨ Acumulem memórias!
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